terça-feira, novembro 30, 2010

É urgente...

É certo que se diz que viver implica riscos, tiros no escuro e actos mais ou menos desesperados, que justificamos como uma atitude de procura de felicidade. E, quase sempre, nessa busca que algumas vezes consideramos como infrutífera, agimos como se a felicidade fosse um tesouro escondido numa escarpa perigosíssima de uma ilha remota rodeada de perigos, num qualquer local mal assinalado no mapa e que escapou ao frenético movimento fotográfico do Google Maps. E continuamos dia após dia, numa atitude de aparente cegueira a descartar sensações e sentimentos, a ignorar momentos únicos e a resistir a uma gargalhada franca, um abraço amigo ou um sorriso de cumplicidade.
É urgente olharmos à nossa volta, dedicarmos atenção a pequenas grandes coisas, agradecermos a nossa incontável riqueza e sorrirmos, por opção.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Às vezes o amor



"Vou-te dizer
A luz começou em frestas
Se fores a ver
Enquanto assim durares
Se fores amada e amares
Dirás sempre palavras destas  (...)"

sexta-feira, novembro 19, 2010

Meant to be

Ultimamente, a sensação diária dá pelo nome de "meant to be". E acabo por perceber que não é má, que me reconforta, me deixa mais confiante e me dá vontade de me manter neste patamar. Porque a esperança é que a tal sensação passe a ser conhecida por “meant to be happy”.

quinta-feira, novembro 18, 2010

30 anos de carreira

Eu fui !

30 anos de carreira não é para todos.
30 anos de carreira com êxitos que são cantados a plenos pulmões por toda a assistência do Coliseu, muito menos.
O Rui Veloso, como seria de esperar, fez-nos sonhar, fez-nos reviver emoções antigas mas tão presentes, cantar, aplaudir de pé e mesmo dançar (os mais entusiastas). A partilha era evidente entre a audiência que se encontrou num plano comum e entre ele e a audiência, que respondia a cada início de música. Foi mesmo muito bom e acredito que melhor só mesmo a comemoração dos 50 anos de carreira dele :-)  ! Fico à espera.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Embirração


É verdade que embirro com cantores portugueses que cantam em inglês. O problema não é eles cantarem em inglês, é não cantarem em português.  Se eles cantassem em Suomi ou em Polaco, a minha opinião seria a mesma. Tal como o FP, para mim "A minha pátria é a língua portuguesa" e sempre que ouço vozes nacionais que não cantam em português deixo de ter vontade de as ouvir. Não adianta dizerem-me que o objectivo é uma estratégia de internacionalização porque nem sequer acho que isso justifica coisa alguma. Simplesmente, quanto a mim, ser português, querer chegar ao público (ao português e ao do resto do mundo) e não cantar em português por opção, não está com nada. Por isso, passam-me completamente ao lado os repetidos êxitos do David Fonseca (sim, eu sei que ele é talentoso, nunca direi o contrário) e fico tão reticente quando ouço a Rita Redshoes.

sexta-feira, novembro 05, 2010

sexta-feira, outubro 29, 2010

Sono

Percebo agora que divido cada segundo em milésimos de desatenção e deixo de conseguir concentrar-me. Vagueia-me a mente por campos dourados por espigas de trigo, pressinto o sorriso e deslizo para outro local onde o sol empresta brilho às ruas de casinhas brancas, escrupulosamente arrumadas por alturas. Não deixo de sorrir, pelo contrário. Há um torpor agradável que me percorre o corpo e me coloca num estado de quase letargia. Apetece-me fechar os olhos e permitir que o alento se metamorfoseie em concha onde possa dormir nas próximas horas.

sexta-feira, outubro 22, 2010

Quem disse que agora ia ser diferente?

Quem disse que agora ia ser diferente?

Sento-me, recorto as palavras e faço-as deslizar para o exterior. Depois espero o feedback. Chegam movimentos convencionais e açucarados, chegam sobressaltos e intranquilidades, chegam réstias de bom humor que me cercam e me alvitram que as receba de bom grado. Analiso-as sem filtro, sem passagem pela alma e sinto as pálpebras pesarem novamente. O cansaço entorpece-me os movimentos, retarda-me a reacção. O medo e a intangibilidade da fasquia tolhem-me a fluidez do discurso e interferem na expressão facial.

Levanto-me e resisto, como sempre.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Grão de areia

E depois vem o dia em que compreendemos que a história de sermos um grãozinho de areia num deserto faz todo o sentido. Não é ser um grão de areia no sapato de alguém, nem um grão de areia numa engrenagem ou num bolso do saco da praia. É termos mesmo a consciência que não somos mais que uma parte constituinte desse tal deserto. Se desaparecermos, não comprometemos a sua existência, faremos apenas falta a alguns que nos conhecem. E no espaço onde cabíamos, algo mais virá para se lá acomodar. Nessa sequência, vem a certeza de que os feitos dos nossos dias pouco mais implicam que a nós, não perturbam a ordem do Universo, não atrapalham o correr do sangue nas veias dos outros. E após a perplexidade inicial virá certamente a percepção de que todas estas constatações acabam por não ser necessariamente negativas.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Menino do Rio

Nostalgia... de dias despreocupados, de descobertas diárias e de um sorriso tímido.