Quem disse que agora ia ser diferente?
Sento-me, recorto as palavras e faço-as deslizar para o exterior. Depois espero o feedback. Chegam movimentos convencionais e açucarados, chegam sobressaltos e intranquilidades, chegam réstias de bom humor que me cercam e me alvitram que as receba de bom grado. Analiso-as sem filtro, sem passagem pela alma e sinto as pálpebras pesarem novamente. O cansaço entorpece-me os movimentos, retarda-me a reacção. O medo e a intangibilidade da fasquia tolhem-me a fluidez do discurso e interferem na expressão facial.
Levanto-me e resisto, como sempre.




