segunda-feira, outubro 23, 2006

Gotas de...

De repente, estava cá fora, à chuva…
Cá fora, noutra dimensão, noutra estrutura de reflexão.

Com gotas de sombra e de luz,
com gotas de loucura,
que perpassavam a minha indiferença
e atingiam a melancolia que me servia de agasalho.

Saudei-a,
Acolhi-a de bom grado,
Apaziguei-a
e até lhe reservei um lugar ao meu lado.

Aconchego, conivência, cumplicidade… até quando?

Até uma singela vaga de luminosidade,
ou de sensatez
a convencerem a regressar.

Vou sentir falta dela…

1 comentário:

Bruna Pereira disse...

Quando a chuva parte os braços magoa-se em lágrimas - é o meu nick desta semana do Messenger, mas posso dedicá-lo ao teu poema. Eu também gosto da chuva. Lava por dentro e por fora... Melhor do que qualquer detergente. :)

PS: Por engano pus este comentário na minha própria caixa de "Post"... Sou mesmo palerma :)
Mas já o deixei no seu sítio certo.